terça-feira, 18 de outubro de 2011

CONTINUANDO

Você é divinamente humano. Quando nós nascemos de novo estamos a partir desse momento capacitados para ouvir a Deus. Não existe esse negócio: “Eu não consigo ouvir Deus”, ou “Deus fala com todo mundo, mas não fala comigo”. Isso é uma questão de falta de intimidade, falta de busca a Deus, falta de oração, de leitura da Palavra e, por isso, muitos não O estão ouvindo.

No entanto, Deus tem sempre um conselho para nós e, às vezes, esse conselho é uma pequena diferença de um para o outro. O interessante é que se alguém se levantar, de preferência alguém respeitado, com uma profecia “Eis que eu te digo...”, aí todo mundo acredita, mas quando é um conselho de uma mãe para uma filha, não foi Deus.

Muitas pensam: “ah! Porque minha mãe fala sempre”. Mas, saibam que os pais foram colocados na vida dos filhos como uma figura de Deus, como um tipo de Deus para orientar os filhos. Ou pelo menos os pais deveriam se comportar como se fossem assim. Porque se os filhos percebem injustiça nos pais, eles irão questionar: Para que se submeter? Submete-se por amor mesmo. Mas, submeter-se a um pai e a uma mãe justos é mais fácil.

Na nossa igreja temos famílias representadas. Adolescentes, jovens, senhores, senhoras. Pessoas solteiras, casadas e vejo que Deus quer colocar placas, como abordei no texto anterior. Inclusive placas para nós nos regermos para os próximos anos que virão. Para o que viveremos adiante.

Se você já é pai e têm filhos novos, toda modificação ainda pode ser feita enquanto eles são pequenos. Uma boa plantação ainda pode ser feita enquanto eles estão na infância, porque uma plantinha bem novinha quando está brotando, ela faz toda curva que a situação pedir para ela. Se ela vier crescendo e ver uma parede ao seu lado, ela dobra, se tiver algo no caminho dela, faz a curva e continua, porque ainda é novinha.

Chega um tempo em que a planta começa a engrossar e ficar mais endurecida. Se ela não se dobrou nas curvas que precisava, agora vai ter que ser raspada e é mais difícil, inclusive muitas vezes se chega ao ponto de ter que quebrar alguns galhos mesmo.

Não estou com isso querendo dizer que devemos bater em filhos adultos ou adolescentes, não! Filhos adolescentes não precisam mais da disciplina física, essa não é a forma. Quando se bate neles, os mesmos se sentem humilhados. Para eles, a instrução agora é de outra forma. Nessa idade, você senta e conversa olhando nos olhos aconselha, corrige, ensina e instrui. Talvez você perceba que seja necessário retirar deles algo que gostem muito ou privá-los de alguma oportunidade de lazer.

Quando for lançar um castigo assim, avalie se há justiça nessa privação que você está colocando e explique porque está agindo desta forma. Faça ele entender que está fazendo isso porque ele errou. No final, aquilo vai voltar para ele como uma vitória, certamente será para crescimento e amadurecimento.

Sei que você pode está lendo isto e pensando: “Não é para mim”. Mas, quando estiver sendo dada uma instrução para uma situação que não é a sua, nem por isso você precisa desprezar, porque um dia pode ser que você esteja passando por ela. Por exemplo, você pode pensar: “Mas eu nem casei ainda, mas um dia você vai casar e terá filhos que serão adolescentes. Outros já casaram e não tem mais filhos adolescentes, mas podem ter netos ainda”.

Você pode inclusive futuramente ser um líder ou uma líder que terá que lidar com adolescentes e jovens e precisará corrigir e aconselhar pessoas nessa idade.

Toda instrução de Deus é importante. Não despreze. Seja para o que for, um dia precisaremos dela de alguma forma.

Agora vamos aos filhos pequenos. Esses em algum momento precisarão apanhar. Não existe esta idéia de criar os filhos sem bater neles quando merecerem correção. A própria Bíblia diz que a vara da disciplina retira a estultícia do coração da criança.

Sei que não existe uma faculdade para nos ensinar a ser pai e mãe, antes tivesse. Mas, a gente aprende com a experiência dos outros com a Palavra e com a coerência do espírito dentro de nós, com as placas.

Converse mais com seus filhos. Sente e invista um tempo com eles. Siga as placas e as inclinações do seu espírito vão falar mais alto do que qualquer coisa.

Não adianta a gente desejar que o filho seja uma coisa que a gente não é. Muitos não são espirituais e querem que os filhos sejam. Eles serão o que vêem em nós.

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